segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A Primeira Onda

O horizonte encontra os olhos
Um momento de reflexão...
O suor e o sal se fundem
Salgando o corpo flutuante
E ele espera...
Sem nenhuma pressa
E com muito respeito
Apenas espera...
Os braços ainda inseguros
Buscam confiança na prancha
Como uma criança a seus pais
Então ela surge...
Imprevista..
O sol a penetrá-la
Cria um gracioso espelho d'água
E ela vem...
Vem tranquila e serena
Como se dissesse:
-Calma, não temas! Sinta-me!
E num golpe de destreza
Lá está ele...
De costas para a incerteza
Seu peito é amparado pela prancha
E as bulhas do coração nela ressoam
Os dois agora são um só
Os braços remam intensamente
A coragem, então, toca-o
E ele se ergue...
Enfim, o grande momento...
Nada mais o importa
Se não aquele momento...
A adrenalina sai pelos poros
Enquanto a liberdade o invade
E os joelhos não mais tremem
O barulho da onda o excita...
E então ela se vai...
Não o abandona
Somente está a adormecer
Com uma certeza que carrega
De que um dia..
Um dia..
Dela alguém há de lembrar

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